quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Dica do Dia - Sumo e raspa de limão

Quando tiver que usar sumo de limão para temperar um prato, use também a raspa do mesmo fruto. Além de ser igualmente saboroso, poupa na quantidade de limões a usar.




Torne o ralador de casca de limão e o espremedor de limão (na imagem) os seus principais aliados para tirar tudo o que de melhor este fruto tem. Estes são os utensílios mais práticos e mais fáceis de usar.





sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Dica do Dia - Óleos bons e maus para fritar

Os óleos vegetais, de acordo com a sua composição em tipos de ácidos gordos (ou triglicéridos) dividem-se em:

- saturados, normalmente de origem animal, podem contribuir para o aumento do colesterol;
- monoinsaturados ou polinsaturados, de origem vegetal, contribuem para a manutenção dos níveis ideais de colesterol.

No entanto, no que diz respeito à fritura, há outras características a ter em conta, pelo que alguns óleos vegetais são indicados para fritar, mas outros não.




Os óleos de Girassol 🌼, de Milho 🌽 ou de Soja 🌿 não devem ser utilizados para fritar. São óleos polinsaturados que se degradam rapidamente e de uma forma muito complexa a uma temperatura inferior à da fritura. Esta degradação gera substâncias muito tóxicas para a saúde, nomeadamente a nível cardíaco e cancerígeno.

Para fritar, deve usar-se o óleo próprio para fritura (preparado para não sofrer degradação a temperaturas abaixo dos 180º), azeite ou óleo de Amendoim🥜, que são óleos monoinsaturados e por isso mais resistentes às altas temperaturas que a fritura atinge.

Os óleos insaturados, ou de origem vegetal, são, por isso, melhores para a saúde, mas no caso dos que são ricos em ácidos gordos polinsaturados, como os óleos de Girassol 🌼 ou de Milho 🌽, apenas se forem usados frios ou a baixas temperaturas. São por isso ideais para temperar e para fazer molhos como a maionese.

Para fritar prefira o óleo de Amendoim 🥜, cuja degradação só começa a 220º, uma temperatura superior à da fritura. Mantém, por isso, todas as suas boas propriedades ao seu utilizado frio ou em fritos.

Nos refogados prefira, claro, o azeite, a mais saudável de todas as gorduras vegetais.

Portanto, sim, os óleos vegetais são mais saudáveis mas alguns, quando muito quentes, tornam-se, pelo contrário, prejudiciais para a saúde. Atenção, por isso, à escolha dos óleos que usa na cozinha, que devem ser escolhidos de acordo com a sua finalidade, de modo a proteger a saúde de toda a família.

Feijão preto com bacon e linguiça

 Para acompanhar picanha é um complemento indispensável. E é tão fácil de fazer.

Deve ser preparado com uma ou duas horas de antecedência para que fique bem cremoso e com os sabores bem apurados.


Comece por cortar um bocado de bacon e uma ou duas linguiças em bocados pequeninos. Não compre o bacon já partido em pedaços, pois entretanto já perdeu todo o sabor. Compre um pedaço e corte em casa. São apenas dois minutos e faz toda a diferença no sabor final.

Numa tacho, ponha uma cebola média muito bem picadinha e um pouco de azeite. Ponha a refogar. Eu não costumo acrescentar mais nenhum tempero, pois as carnes são tão saborosas que o feijão não necessita de mais nada.

Quando a cebola começar a dourar, acrescente o bacon e a linguiça. Deixe fritar lentamente e muito bem, até ficar praticamente crocante. A meio da fritura deite meio piri piri para que o feijão fique levemente picante. Ponha uma pitada de sal. Pouco, pois as carnes já são muito salgadas.

Abra uma lata de feijão preto.

Eu não gosto muito de usar feijão de lata (prefiro sempre usar a leguminosa), mas tenho que reconhecer que para este prato, o feijão em lata resulta muito melhor, por causa do molho, que aproveito. Sei que nutricionalmente não é o ideal, mas não é uma prato que faça com muita frequência pelo que uma vez não são vezes.

Deite a lata de feijão no tacho, incluindo o molho. Deixe ferver por 20 minutos para apurar bem e o o molho perder a maior parte da água. Prove e rectifique o sal se achar necessário. É um prato que deve ser ligeiramente salgado para ter o máximo de sabor.


Reserve por uma ou duas horas para acabar de apurar e o molho ficar mais espesso e cremoso. 

É excelente para acompanhar picanha que já se encontra hoje em muitos talhos. Atenção que deverá ser da América do Sul. Já comprei picanha portuguesa e não é a mesma coisa. Penso que o clima e o tipo de pastos criam realmente uma carne única e especial.

Cá em casa gostamos de picanha cortada fininha. Deve pôr o sal apenas na altura de grelhar. Para que a carne não perca a sua suculência, deverá ser servida mal passada pelo que, sendo fininha, basta estar na grelha alguns segundos de cada lado, até ganhar cor. Ponha numa travessa e deixe repousar um minuto.

Há quem, pelo contrário, prefira um naco de carne mais alto que depois de cozinhado é fatiado. É tudo uma questão de gosto. Este deve estar na grelha dois a três minutos de cada lado.


Não se esqueça das batatas fritas (receita
aqui). E se quiser o prato bem à brasileira acrescente farofa crocante.

Se sobrar, pode guardar este feijão até no congelador. 

Pessoalmente, adoro comer no dia seguinte com só com ovos escalfados.