quarta-feira, 29 de abril de 2020

Fatias Douradas ou Rabanadas

Cresci a chamarem-lhe rabanadas e só eram feitas no Natal. Hoje chama-lhes fatias douradas e às vezes faço para o lanche de Domingo para aproveitar pão. Pessoalmente só gosto delas acabadas de fazer, ainda quentes.

Podem ser feitas com qualquer tipo de pão, mas eu gosto de usar pão que tenha bastante miolo, para que fiquem fofas.



Ferva 400 ml de leite com dois paus de canela, duas cascas de limão e açúcar a gosto.
Deixe arrefecer.

Num prato fundo, bata dois ovos e junte uma chávena de leite.

Numa frigideira anti-aderente, ponha um pouco de óleo e aquecer.

Passe uma fatia de pão pelo preparado, deixe absorver bem (30 a 40 segundos) e depois deixe escorrer o excesso. Ponha a fritar. Faça o mesmo a mais fatias até encher a frigideira. Não deixe tostar muito; apenas até ficarem douradas.

Retire e ponha numa travessa com papel absorvente.

Ponha mais um pouco de óleo na frigideira e repita o processo até acabar o pão ou ter a quantidade desejada.

Se precisar, bata mais dois ovos e junte a chávena de leite aromatizado.

Num prato, misture açúcar branco e canela em pó a gosto. Passe as fatias fritas ainda quentes por esta mistura, dos dois lados, e coloque na travessa de servir.

Comê-las ainda quentes é mesmo uma delícia. Mas há quem as prefira frias e até de um dia para o outro, quando o açúcar começa a fazer uns fiozinhos gulosos.



Com a mesma receita, pode também fazê-las no forno. Pessoalmente já experimentei e não gosto tanto, porque ficam mais secas, principalmente depois de frias.

Como quase só faço este doce no Natal, acho que temos o direito de comer o que melhor nos sabe. Afinal é dia de festa e um dia não são dias!




Nota: a forma tradicional em Portugal de fazer Rabanadas, é molhar o pão no leite, deixar absorver um pouco e depois passar pelo ovo. Pôr então a fritar.

Eu uso o método da receita da French Toast ou Pain Perdu, que junta o leite e o ovo para passar o pão.

Experimentei das duas formas várias vezes, com diferentes tipos de pão e não encontro diferença no resultado final. Inclusivamente cheguei a fazer ao mesmo tempo, com o mesmo pão, das duas formas, e ninguém conseguia distinguir as que são feitas de uma forma ou de outra.

Assim, optei por começar a fazer as Rabanadas com o método francês, pois dá menos trabalho e suja menos loiça, já que o resultado final é igual.

Sugestão: Em vez de açúcar e canela, pode passar as Rabanadas por mel, por doce e até por Nutella. Pode acrescentar frutos secos ou frutos vermelhos. Ou cobri-las com uma calda de frutas.







segunda-feira, 27 de abril de 2020

Arroz de polvo à moda da mãe e da avó

Já a minha avó fazia esta receita para o jantar da véspera de Natal, a minha mãe também sempre fez e em minha casa continua a fazer-se. É o prato que sempre antecede o bacalhau, e muitas vezes, nesta noite especial, o meu pai gostava que fosse feito com polvo seco que ele comprava em armazéns da Baixa.




Coza o polvo no tamanho que achar conveniente. Não esquecer que ele perde sempre cerca de um terço de volume.

Há muitas formas para cozinhar bem o polvo de forma a que fique muito tenro. Unânime é que se deve sempre congelar pelo menos durante 24 horas para que as fibras quebrem. 

Em minha casa sempre aprendi a pô-lo numa panela com água fria apenas para tapar o polvo ainda congelado. Por isso o polvo deve ser congelado já bem limpo. Acrescente uma cebola grande partida ao meio. Não pôr sal pois o polvo, se for fresco, já tem bastante sal. 

Um polvo de dois quilos precisa cerca de uma hora de cozedura. Espete um garfo numa perna para ver se está tenro. Se o deixar cozinhar de mais fica elástico e sem sabor, pelo que deve acompanhar o final da cozedura com algum cuidado.

Deixe-o na água a arrefecer.

Quando faço polvo com este tamanho, em minha casa dá para duas refeições. Uma de pernas cozidas, batata e ovo cozido, tudo regado com azeite e vinagre.

Com o resto do polvo faço então outra refeição: o arroz de polvo.

Faça um refogado com meia cebola. Quando estiver a alourar, junte a cebola da cozedura também picada. Misture tudo e deixe alourar bem. Junte alho picado e uma folha de louro. 

Acrescente um pouco da água da cozedura e deixe ferver alguns minutos. Junte o resto da água. Se for preciso para a quantidade de arroz que vai fazer e para que fique malandrinho, acrescente água quente.

Quando ferver, junte o arroz. Deixe cozinhar até começar a abrir e estar quase cozinhado. Junte o polvo partido aos bocados, incluindo a cabeça.

Deixe ferver novamente e junte quatro ou cindo colheres de vinagre. Prove e acrescente mais se achar necessário. Este é o truque para que o sabor fique inigualável.

Ao servir, polvilhe com salsa picada finamente.

A minha família é minhota e sempre fizemos arroz de polvo sem tomate. Aqui mais para o sul, ao refogado costuma acrescentar-se um ou dois tomates pelados e deixa-se cozinhar um pouco para ganhar sabor. Depois de estar desfeito, acrescenta-se um pouco de água e segue-se o resto da receita.

Eu já experimentei fazer com o tomate e fica um arroz muito cremoso e igualmente saboroso. Não fica é com a cor tão roxa como é característico do arroz de polvo à minhota. 



Tartes de cebola caramelizada com queijo de cabra


Estas tartes são uma excelente entrada quando se tem visitas pois pode ter tudo pronto e é só meter no forno quando se aproxima a hora de servir. 


Derreta duas colher de sopa de manteiga e junte seis cebolas médias às rodelas. Deixe cozinhar até a cebola ganhar cor e junte uma pitada de sal, três ou quatro colheres de chá de açúcar amarelo e duas colheres de sopa de vinagre balsâmico. Cozinhe pelo menos mais dez minutos até a cebola ficar caramelizada.

Prove e rectifique algum tempero se achar necessário.

Use massa folhada rectangular e corte seis quadrados mais pequenos. Ou use alguma massa que já venha cortada em quadrados. Forre o tabuleiro do forno com papel vegetal (se possível use o que vem com a massa) e coloque os quadrados de massa com um pouco de intervalo entre cada um para dar espaço para crescerem.

Distribua a cebola pelos quadrados de massa. Por cima ponha uma ou duas fatias de queijo de cabra. Polvilhe com tomilho.

Leve ao forno pré-aquecido a 180º  cerca de 12 minutos.

Sirva os folhados acompanhados com salada.